REAL ESTATE
Família Americana Desiste do Mercado Imobiliário Caro de Nova York e Compra Casa na Itália por US$ 13 Mil
Diante da crise de acessibilidade imobiliária em Nova York, uma família americana optou por comprar uma casa na região remota de Abruzzo, na Itália, por cerca de US$ 13 mil, buscando qualidade de vida e estabilidade financeira.
July 2, 2026 at 01:48 AMBy Editorial CheckmateRealtor.com
Uma família americana decidiu abandonar a vida em Nova York, uma das cidades mais caras dos Estados Unidos para se estabelecer em uma região remota da Itália, após adquirir uma casa por aproximadamente US$ 13 mil. A decisão foi motivada pela dificuldade crescente de acesso à propriedade imobiliária na Big Apple, onde o custo de moradia tem se tornado cada vez mais proibitivo para jovens e famílias.
O contexto dessa mudança está diretamente ligado à crise de acessibilidade habitacional que afeta Nova York e outras grandes metrópoles americanas. Aluguéis altos e preços de imóveis fora do alcance da maioria dos residentes têm empurrado a idade média dos compradores para quase 59 anos, um recorde histórico. Para muitos, como a jovem mãe Cassandra Tresl, de 33 anos, economizar para a entrada de um imóvel na cidade parecia uma meta inalcançável.
Cassandra e seu marido, que viviam em Nova York desde 2015, pagavam cerca de US$ 2 mil mensais para alugar um apartamento, valor considerado relativamente baixo para os padrões locais. Após o nascimento da filha em 2020, eles começaram a repensar seu futuro e optaram por investir em um imóvel na região de Abruzzo, na Itália, onde compraram uma casa por cerca de 11.500 euros, o equivalente a US$ 13 mil, em 2022. A mudança definitiva ocorreu em 2023.
Além do baixo custo de aquisição, a família investiu aproximadamente 15 mil euros (US$ 17 mil) em reformas, incluindo a renovação da parte hidráulica, que custou cerca de US$ 3 mil. Optaram por uma cidade pequena, com cerca de 1.300 habitantes, distante dos destinos turísticos mais populares, buscando uma comunidade autêntica e um estilo de vida mais tranquilo.
Essa mudança teve impacto direto nas despesas mensais da família. O custo do pré-escolar para a filha é de apenas US$ 70 por mês, uma fração do que se paga em grandes cidades americanas. Contas de eletricidade, água, internet e telefonia móvel também são significativamente mais baratas, o que contribui para uma redução substancial no custo de vida.
Além disso, a família adquiriu um segundo imóvel na mesma região por cerca de US$ 20 mil, que foi reformado e transformado em uma propriedade para aluguel, gerando uma renda mensal estimada em US$ 1.100. Profissionalmente, Cassandra inicialmente continuou trabalhando remotamente para uma startup de tecnologia americana, mas depois aceitou um emprego em marketing em uma empresa italiana de turismo, mesmo com uma remuneração menor, valorizando a qualidade de vida e o equilíbrio pessoal.
Para brasileiros e investidores interessados no mercado imobiliário e econômico dos Estados Unidos, essa história ilustra uma tendência crescente: a busca por alternativas fora dos grandes centros urbanos americanos devido aos altos custos e à dificuldade de acesso à moradia. Além disso, destaca o potencial de mercados imobiliários internacionais, como o italiano, que oferecem preços acessíveis e qualidade de vida, especialmente para quem pode trabalhar remotamente.
Essa migração também evidencia a importância de considerar fatores como custo de vida, qualidade dos serviços públicos e oportunidades profissionais ao avaliar investimentos e mudanças de residência. Para investidores brasileiros, o caso reforça a necessidade de diversificação e análise de mercados emergentes ou menos explorados.
Nos próximos dias, será importante acompanhar como essa tendência de migração para regiões com custo de vida mais baixo pode influenciar o mercado imobiliário global e o comportamento de investidores e profissionais que buscam equilíbrio entre vida pessoal e carreira. Além disso, observar políticas públicas e iniciativas que possam tornar as grandes cidades americanas mais acessíveis será fundamental para entender os rumos do setor.
Em resumo, a decisão dessa família americana reflete uma mudança de paradigma na relação com o imóvel próprio e a vida urbana, ressaltando que, para muitos, a busca por qualidade de vida e estabilidade financeira pode superar o apego a grandes centros econômicos.
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