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Senado dos EUA: democratas barram avanço de projeto para regulamentar criptomoedas

Na terça-feira, 15 de setembro de 2026, senadores democratas bloquearam a tentativa de avançar com o 'Clarity Act', projeto que visava criar um marco regulatório federal para criptomoedas. A votação de 49 a 50 interrompeu um movimento apoiado pela indústria, que buscava regras uniformes para um mercado avaliado em US$ 2,3 trilhões. A oposição democrata se concentrou em salvaguardas éticas destinadas a impedir o enriquecimento do presidente e de sua família enquanto estão no cargo.

September 16, 2026 at 12:37 AM
Senado dos EUA: democratas barram avanço de projeto para regulamentar criptomoedas
Na terça-feira, 15 de setembro de 2026, os democratas do Senado dos Estados Unidos impediram o avanço do projeto conhecido como "Clarity Act", destinado a estabelecer um novo marco regulatório para criptomoedas no país. A tentativa de prosseguir com a legislação foi derrotada por 49 votos a 50, interrompendo um esforço amplamente apoiado por empresas do setor de ativos digitais. O 'Clarity Act' vinha sendo promovido por parte da indústria de criptomoedas como um caminho para criar regras uniformes em um mercado avaliado em aproximadamente US$ 2,3 trilhões. A proposta chegou ao centro de uma disputa política acirrada, em um ano marcado por eleições de meio de mandato, e enquanto empresas do setor se tornaram uma força de pressão relevante no cenário político americano. Entre as razões citadas pelos democratas contrários ao avanço do projeto estão preocupações éticas específicas: muitos exigiam que a proposta incluísse mecanismos eficazes para impedir que o presidente e membros de sua família se beneficiassem financeiramente enquanto ocupam o cargo. Parlamentares democratas afirmaram que não poderiam aprovar uma legislação que, em sua forma atual, poderia permitir o acúmulo de ganhos bilionários por parte do presidente durante seu mandato. A senadora Elizabeth Warren, principal democrata no Comitê Bancário do Senado, foi uma das vozes mais explícitas nesse sentido. Em discurso no plenário, ela afirmou que não apoiaria um texto que permitisse ao presidente continuar a acumular bilhões de dólares em lucros em meio a dificuldades econômicas enfrentadas por famílias trabalhadoras. A declaração refletiu o foco do bloco opositor em salvaguardas de integridade pública. Fontes presentes no Senado indicaram que, apesar das preocupações éticas, há democratas que apoiam a ideia de regulamentação do setor e se dizem abertos a negociações para incorporar cláusulas mais rígidas de compliance e prevenção de conflitos de interesse. No entanto, a oposição coletiva acabou se consolidando pouco mais de dois meses antes das eleições de meio de mandato, e, no momento da votação, nenhum senador democrata confirmou apoio ao avanço da matéria. A votação ocorreu em um contexto no qual o debate sobre criptomoedas ganhou maior intensidade por conta de doações políticas e do crescente papel econômico das empresas do setor. Segundo relatos, grupos ligados às criptomoedas fizeram contribuições significativas a alguns parlamentares ao longo dos últimos anos, o que tornou ainda mais sensível a discussão sobre possíveis conflitos entre interesses privados e decisões legislativas. Outro elemento que influenciou o clima político foi o fato de que o então presidente acumulou, durante o exercício do cargo, recursos substanciais em criptomoedas, conforme amplamente relatado. Esse aspecto reforçou a demanda por garantias contratuais e mecanismos de fiscalização para evitar que a regulamentação beneficie diretamente agentes no poder. Do ponto de vista do mercado, a rejeição do avanço do 'Clarity Act' adiciona incerteza ao setor de ativos digitais, que tem buscado previsibilidade regulatória nos Estados Unidos. Para parte da indústria, a ausência de um conjunto federal uniforme de regras poderia resultar em ambiente fragmentado, com diferentes estados e agências reguladoras adotando abordagens distintas. A derrota no Senado representa um revés no curto prazo para defensores de uma lei federal abrangente sobre criptomoedas, mas também abre espaço para novas negociações. Parlamentares que se declararam favoráveis à ideia, desde que questões éticas sejam resolvidas, indicaram disposição para continuar conversas sobre emendas que reforcem salvaguardas e mecanismos de fiscalização. Com a proximidade das eleições de meio de mandato, o tema da regulamentação de cripto deve permanecer no centro das atenções, tanto por seu impacto econômico quanto por suas implicações políticas. A disputa evidencia como questões técnicas de mercado e preocupações com a integridade institucional se entrelaçam em um debate que promete ganhar novos capítulos nos próximos meses.

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