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Economia

Relatório externo diz que equipe do Fed 'sabia ou deveria saber' da vulnerabilidade do Silicon Valley Bank antes da crise

Uma revisão externa sobre a supervisão do Federal Reserve (Fed) encontrou que a equipe do banco central “sabia, ou deveria ter sabido” que o Silicon Valley Bank (SVB) estava vulnerável antes de sua falência em 2023, disse a vice‑presidente para Supervisão, Michelle Bowman, em declaração divulgada na sexta‑feira, 18 de setembro de 2026.

19 de setembro de 2026 às 22:18
Relatório externo diz que equipe do Fed 'sabia ou deveria saber' da vulnerabilidade do Silicon Valley Bank antes da crise
Uma revisão independente da atuação do Federal Reserve (Fed) na supervisão da falência do Silicon Valley Bank (SVB) em 2023 concluiu que a equipe do Fed “sabia, ou deveria ter sabido” que o banco estava vulnerável antes da crise, afirmou a vice‑presidente do Fed para Supervisão, Michelle Bowman, nesta sexta‑feira, 18 de setembro de 2026. O relatório em questão avaliou o trabalho do Fed relativo à supervisão do SVB, que entrou em colapso em 2023. A expressão citada — “sabia, ou deveria ter sabido” — foi usada por Bowman ao relatar as conclusões do exame externo sobre as práticas e decisões da equipe que acompanhava o banco. O Federal Reserve, conhecido como Fed, é o banco central dos Estados Unidos e tem entre suas atribuições a supervisão e regulação de instituições financeiras relevantes para a estabilidade do sistema bancário. A vice‑presidência para Supervisão é a área do Fed responsável por coordenar e conduzir ações de fiscalização e elaboração de normas prudenciais. O relatório externo revisou especificamente como o Fed supervisionou o SVB antes da sua falência em 2023. Segundo Bowman, o documento aponta que a equipe do Fed tinha ou deveria ter tido conhecimento de vulnerabilidades no banco antes do evento que levou à sua queda. A declaração de Bowman não detalha, no comunicado disponível, quais avaliações, sinais ou documentos levaram o revisor externo a essa conclusão, nem identifica medidas disciplinares ou mudanças imediatas anunciadas pela autoridade. Também não são apresentados no comunicado números, datas adicionais ou citações diretas do relatório além da formulação mencionada. Relatórios externos desse tipo costumam analisar procedimentos internos, decisões de supervisão, cronologias de comunicação e a adequação das respostas regulatórias. A constatação de que funcionários “sabiam, ou deveriam ter sabido” indica, no entendimento do revisor, que houve informação suficiente para detectar riscos, ou que foram negligenciados processos esperados de vigilância. No entanto, o comunicado de Bowman limita‑se a relatar o achado do relatório sem expor o conteúdo integral do documento. A divulgação pública da conclusão ocorre mais de três anos após a falência do SVB, motivo que mantém atenção sobre a eficácia da supervisão regulatória e sobre possíveis mudanças nas práticas do Fed. Ainda segundo a declaração, a revisão externa foi a fonte da conclusão; não foram fornecidos detalhes sobre o autor do relatório externo nem sobre recomendações específicas contidas no trabalho. A afirmação de Bowman pode impulsionar debates sobre responsabilização e ajustes nas práticas de supervisão bancária, assim como sobre transparência nas análises internas e externas de entes reguladores. Até o momento do comunicado, não houve anúncio público de medidas administrativas ou legais vincendas diretamente à conclusão do relatório. Mais informações e o texto integral da revisão externa, se e quando disponibilizados pelo Fed, deverão esclarecer os elementos que fundamentaram a conclusão de que a equipe “sabia, ou deveria ter sabido” das vulnerabilidades do SVB antes do seu colapso em 2023.

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