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Nasdaq e S&P 500 avançam antes da decisão do Fed; queda do petróleo alivia tensão

Na véspera da decisão do Federal Reserve, Nasdaq e S&P 500 registraram ganhos, enquanto ações de energia recuaram com a queda dos preços do petróleo. Investidores aguardam as declarações do presidente do Fed e avaliam probabilidades de aumento nas taxas, segundo a ferramenta CME FedWatch.

16 de setembro de 2026 às 15:16
Nasdaq e S&P 500 avançam antes da decisão do Fed; queda do petróleo alivia tensão
Na sessão desta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, os índices Nasdaq Composite e S&P 500 subiram após dois dias de perdas, em um movimento influenciado pela redução dos preços do petróleo e pela espera pela decisão do Federal Reserve (Fed) sobre a taxa de juros. A divulgação do anúncio está programada para as 15h, no horário de Brasília. Os papéis do setor de energia foram os que mais sofreram, acompanhando a queda nos contratos de petróleo, enquanto as ações de tecnologia tiveram desempenho heterogêneo. Entre as gigantes do setor, Nvidia e Apple registraram altas discretas. O avanço dos índices ocorreu num ambiente em que rendimentos elevados dos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA), pressões inflacionárias e a escalada do conflito no Oriente Médio vinham reduzindo o apetite por ativos de maior risco. Os investidores apostam que as declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh, trarão pistas sobre as perspectivas de inflação e sobre a provável trajetória dos juros a curto prazo. Segundo a ferramenta CME FedWatch, a probabilidade de um aumento da taxa é de quase 93%, mas a incerteza ainda persiste entre operadores e analistas. Analistas observam também o fator político ligado ao comando do Fed. Warsh foi indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sob a expectativa de que adote uma postura mais inclinada a cortes. Especialistas afirmam que, se o banco central optar por manter as taxas inalteradas, isso poderia suscitar dúvidas quanto à credibilidade da instituição, dado o comprometimento público do presidente do Fed em controlar pressões sobre os preços. No front das opiniões de mercado, Yung-Shin Kung, diretor de investimentos da Mast Investments, destacou que a atuação do mercado ao precificar um aumento nos juros pode estar “excessivamente otimista”. Kung acrescentou que um aumento das taxas poderia não ser a medida mais eficaz para combater alguns dos fatores que atualmente impulsionam a inflação, citando as tarifas e a expansão da infraestrutura ligada à inteligência artificial. Em termos de cotações, o Dow Jones Industrial Average registrou queda de 0,19%, a 51.993,85 pontos. O S&P 500 avançou 0,19%, para 7.599,84 pontos, e o Nasdaq Composite subiu 0,43%, alcançando 26.093,28 pontos. A pressão descendente no mercado de petróleo também contribuiu para amenizar parte da aversão ao risco. Relatos de que a Arábia Saudita estaria disponibilizando cargas adicionais de petróleo bruto por meio de Omã reduziram temores sobre a gravidade das interrupções no abastecimento na região do Oriente Médio. Na abertura dos futuros, o Brent apresentava queda de 1,1%, negociado a US$ 107,55 por barril, enquanto o contrato WTI (West Texas Intermediate) recuava 1,9%, para US$ 103,82 por barril. O conjunto de sinais — desde a evolução dos preços do petróleo até as expectativas sobre decisões do Fed e os níveis dos rendimentos dos títulos públicos americanos — mantinha os investidores em alerta. A atenção do mercado volta-se não apenas ao anúncio das taxas, mas também ao teor das comunicações subsequentes, especialmente às declarações do presidente do banco central, que poderão alterar rapidamente o sentimento e a alocação de ativos. Com a possibilidade de alta das taxas considerada alta pelos mercados, operadores devem monitorar a continuidade de fluxos para ações de tecnologia e o comportamento dos setores mais sensíveis aos preços de commodities, como energia. Dependendo das mensagens divulgadas pelo Fed, a dinâmica de curto prazo entre aversão e busca por risco pode mudar de forma abrupta ainda nesta mesma sessão.

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